Set
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Semana retrasada fui convidado para jantar em um restaurante coreano. O motivo era a visita de um diretor internacional da empresa que trabalho, que apesar de morar nos EUA é coreano.
Eu e meus colegas ficamos apreensivos, pois não sabíamos o que esperar. O primeiro pensamento de todos era: comer carne de cachorro não!
É óbvio que não encontraríamos este tipo de comida num restaurante em São Paulo (talvez gato), mas a preocupação era com comidas exóticas demais. Algo como olho de peixe, cérebro de galinha, insétos, comidas viscosas, etc. Sei que o gosto por tipos de comidas é cultural, mas seria desagradável ver um prato e não comer por nojo.
Felizmente foi mais agradável do que eu esperava. Todas os pratos são bem apimentados e utilizam muitos legumes, coisas que gosto muito.
O diretor, que visitava o Brasil pela sexta-vez, já conhecia os hábitos alimentares dos brasileiros e sendo assim selecionou pratos que ele chamou de “seguros”. E foi um belo banquete.
Confirmando o que diz o jornalista Eduardo Vieira do Boa Vida, é a culinária de potinhos. Assim que o pedido é feito, uma série de potinhos chegam a mesa a todo instante (independente do prato solicitado). E quando esvaziam, lá vem as substituições, sem pedir e sem cobrar. Estes são conhecidos como Bancham.
Nestes potinhos vem de tudo: geléia de ervilha, legumes fermentados (como o chucrute alemão) e (bem) apimentados, massa de feijão, arroz e mais algumas outras seleções de legumes.
Entre o que chamariamos de prato principal, tivemos:
- Carne (bovina) grelhada, na manteiga, em um “mini-fogão” em nossa mesa;
- Carne cozida em um molho shoyo, óleo de gergilim, semente de gergilim e outros temperos, que quando cozida era embrulhada em uma folha de alface, com arroz e um molho a base de feijão;
- Um prato preparado com lulas e vários legumes picantes;
- Outro prato preparado com acelga, semenete de gergilim, muita pimenta e tofu;
- Panqueca (acho que parecia mais uma omelete) com frutos do mar.






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