187211_hands_1_writing_hand_4 Os escândalos, nosso conformismo e coisas que passam desapercebido foto É impressionante a quantidade de escândalos recentes na política brasileira. Se fizermos uma busca no google, milhares de resultados saltarão aos nosso olhos. Mas, o pior é nosso estado de paralisia perante tudo isto.

A falta de respeito com nossos votos é tão grande, que os políticos não esperam mais para articular e começar as falcatruas. Estas, são hoje, quase um requisito para se tornar político . É certo e justo dizer que há ainda os que se salvam, políticos sérios, mas se estes não se movimentarem junto com os cidadãos, a lama será tão grande que eles serão engolidos juntos.

Creio que estamos caminhando para poucas soluções viáveis na política, tal como manifestações organizadas em grandes centros e uma marcha em direção aos três poderes, na capital federal.

Quem sabe, 5 milhões de cidadãos (a parada do orgulho gay reunião 3,5 milhões) ao redor dos três poderes cobrando uma solução “decente” para o Brasil. Não queremos nada de mais, apenas que se façam as coisas que devem ser feitas. Que os legisladores façam as leis em benefício da nação, que o judiciário julgue e que o executivo execute, só isso.

Porém, o que realmente me intriga e entristece foram as últimas atitudes do presidente e do congresso (está em análise).

ESTATUTO DO DESARMAMENTO

O Sr. ExcelentÍssimo Presidente, editou uma medida provisória que vai de encontro a todo esforço dos movimentos pela paz. A medida provisória MP 379, editada em 28/06/2007 e publicada no Diário Oficial em 29/06/2007, fez mudanças no estatuto do desarmamento. Entre as alterações estão:

  • Ampliou o prazo de 02/07/2007 para 31/12/2007 para que os proprietários de armas de fogo registrem suas armas na Polícia Federal;
  • Não será necessário o teste psicológico e teste de manejo para armas de calíbre igual ou inferior a .22 (carabinas)  e .16 (espingardas);
  • O valor do registro para posse de armas baixou de R$ 300,00 para R$ 60,00;
  • Tabelou o valor cobrado pelos testes psicológicos, pois havia cobrança de valores exagerados por algumas entidades e clubes de tiro.

Se tudo isso já havia sido discutido com a sociedade porque mudou? É certo que a adesão/regularização estava muito baixa (apenas 170 mil das 15 milhões de armas de fogo haviam sido registradas), mas como mudar uma realidade de 3 anos em seis meses? Como fazer para que mais de 98% das armas sejam registradas?

E o pior da MP é considerar que o porte de uma arma de fogo, que é capaz de matar  — .22 e .16 –, sem a necessidade de exame psicológico e a comprovação da capacidade para manuseá-las.

Conforme relata Antonio Rangel Bandeira, em seu artigo no site da organização Viva Rio:

 

Mas nos surpreendeu, entre vários artigos que não foram submetidos à discussão com a sociedade, uma norma absurda, totalmente contrária ao Estatuto do Desarmamento, tão descabida que só podemos atribuí-la à influência de última hora do lobby das armas e à desatenção dos demais membros da comissão do Ministério da Justiça e do Ministério da Defesa, que elaborou o projeto de MP. Trata-se do § 4º art. 5º, que isenta de teste psicológico e de teste de manejo de armas (capacidade técnica) os proprietários de armas de calibre até 22 (de cano raiado) e de calibre até 16 (de cano liso).

Por quê? Essas armas não matam? A munição calibre 22 é perigosíssima, uma vez que percorre o corpo da vítima, matando por hemorragia. Uma carabina semi-automática calibre 22 pode provocar um massacre em questão de minutos. Agora um maluco pode comprá-la? O que dizer do teste de manejo de armas? Alguém que não sabe usar as inseguras pistolas calibre 22, ou os potentes cartuchos calibre 16,  pode agora comprá-los e colocar a vida dos outros em risco?

E a mídia em geral, deu pouca ou nenhuma atenção a esta notícia.

 

CRIAÇÃO DE ÁREAS DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

A bancada ruralista do congresso, quer que a criação de áreas de conservação ambiental não seja aprovada apenas pelo executivo, considerando uma discussão técnica (restrito ao IBAMA) mas sim que a resposabilidade para aprovar seja do congresso nacional, segundo relatou Sérgio Abranches, da rádio CBN, em 3 de julho de 2007.

Já imaginou o que vai acontecer com as áreas de conservação ambiental se precisar da aprovação do congresso? Se eles não sabem o que fazer com nosso dinheiro, quem dirá com nossas riquezas nacinais. Já há tanto o que fazer e consertar, porque desviar a atenção para outras áreas?

 

Decisões como estas, afetam além do dia-a-dia, o nosso futuro. E, infelizmente, para pior. Enquanto não levantarmos nossas vozes contra estas pessoas que se “apossaram” do poder (ok, eles dizem que foram a opção da maioría), nada irá mudar para melhor. Temos que nos mobilizar, mandar e-mails para os senadores e deputados, lembrá-los que estão lá para defender os NOSSOS interesses.

 

EU QUERO UM BRASIL MELHOR!!!

 

Paz a todos!

 

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Idéias

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1 Comentário »

2007-07-05 18:00:16

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